quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009


Oh! EU quero viver, beber perfumes

Na flor silvestre, que embalsama os ares;

Ver minh'alma adejar pelo infinito,

Qual branca vela n'amplidão dos mares.

No seio da mulher há tanto aroma...

Nos seus beijos de fogo há tanta vida...

- Árabe errante, vou dormir à tarde

À sombra fresca da palmeira erguida.



Mas uma voz responde-me sombria:

Terás o sono sob a lájea fria.



Antonio Castro Alves